Arquivo mensal julho 2019

porEquipe de Informática

As aflições como forma de progresso moral

O Evangelho nos mostra que as dificuldades da vida possuem duas fontes diferentes: a vida presente, e as anteriores a ela.

A primeira fonte, a vida presente, tem relação com as más condutas atuais dos excessos trazidos pela vaidade, orgulho e egoísmo. Porém, esses males causados pela vida atual podem ser evitados também no tempo atual, sendo primordial a busca pelo aprimoramento moral, envolvidos nos ensinamentos do Cristo.

Relacionado com causas anteriores, observa-se as quedas de vidas passadas como fonte para as aflições atuais que devem ser visualizadas não apenas como dificuldades, mas como oportunidades de progresso moral e ensinamentos para o futuro.

Para as duas causas de aflições, devemos deixar atuar o “véu do esquecimento”, relembrar apenas os pontos que servem de progresso moral e tomar os males como ensinamentos que venham a prevenir quedas futuras, utilizar a fé e aproveitar as oportunidades para reparar as consequências dos males praticados. Dessa forma, utilizaremos o bem como um remédio para a alma.

Sendo assim, lembremos de que: “Aquele, pois, que sofre muito, deve dizer-se que tem muito a expiar, e se regozijar de ser logo curado; depende dele, pela sua resignação, tornar esse sofrimento proveitoso […]”. (ESE – Cap. V).

Referências:
– ESE – Cap. V (BEM AVENTURADOS OS AFLITOS)
– A Gênese – Cap. III (O BEM E O MAL)

 

porEquipe de Informática

Colônias Espirituais e Evolução Moral

No ano de 1943, o livro “Nosso Lar” trazido por André Luiz, através do médium Francisco Cândido Xavier, tem os primeiros relatos detalhados das Colônias Espirituais confirmando, assim, a frase trazida por Jesus: “Na casa de meu Pai há muitas moradas”.

 Nessas moradas, que são colônias espirituais localizadas fora da crosta terrestre, há diversos tipos de trabalhos e serviços. Abrigam espíritos de ordem elevada, tendo como principal objetivo a preparação para o processo reencarnatório, incentivar e orientar seus habitantes através do aprimoramento moral e intelectual dos mesmos. 

   Apresenta um alto nível de organização e reúne, em sua estrutura, diversos meios de elevação como: escolas, faculdades, hospitais, ministérios, residências e etc.

 Sendo assim, para aqueles que desejam adentrar nessas colônias, é necessário dedicação e comprometimento com a moral e seguir o caminho do bem, tendo a disciplina como principal guia de evolução e desenvolvimento dos valores e virtudes espirituais.

 

 Muita paz para todos. 

 

Referências:

Livro “Nosso Lar” – Francisco Cândido Xavier, pelo espírito André Luiz.

porEquipe de Informática

Sr. Home e a Teoria das manifestações físicas.

 Na primeira fase do Espiritismo, os médiuns de efeitos físico foram encarregados de revelar a existência dos espíritos e do plano/mundo espiritual. O período da curiosidade chamava a atenção no mundo inteiro. Sobre a supervisão da Justiça Divina, os espíritos batedores, levianos e brincalhões se faziam notar.

 

“O Sr. Home é um médium do gênero dos que produzem manifestações ostensivas […]. Suas predisposições naturais lhes dão uma aptidão especial. Sob sua influência, ouvem-se os mais estranhos ruídos, o ar se agita, os corpos sólidos se movem, levantam-se, transportam-se de um lugar a outro no espaço, instrumentos de música produzem sons melodiosos, seres do mundo extracorpóreo aparecem, falam, escrevem e, frequentemente, vos abraçam até causar dor. Na presença de testemunhas oculares, muitas vezes, ele mesmo se viu elevado no ar, sem qualquer apoio e a vários metros de altura.” (Revista Espírita Fev. 1858 – Sr. Home)

 

Da observação dos fatos e ensinamentos dos espíritos, Kardec apresenta em Maio e Junho de 1858 a “Teoria das manifestações físicas” e pergunta ao mentor São Luís: Como pode um espírito aparecer com a solidez de um corpo vivo? Resposta: Ele combina uma parte do fluido universal com o fluido que o médium libera, próprio a esse efeito. À sua vontade, esse fluido toma a forma que o Espírito deseja, mas em geral a forma é impalpável. Quando uma mesa se move sob vossas mãos, o Espírito evocado por vosso espírito vai haurir do fluido cósmico universal, aquilo com que haverá de animar essa mesa com uma vida fictícia. Quando uma mesa se ergue, não é o espírito que a levanta, é a mesa animada que obedece ao espírito inteligente.

 

Cientificamente, o fluido universal, no qual reside o princípio da vida, é o agente principal dessas manifestações e esse agente recebe sua impulsão do espírito, quer seja encarnado ou errante. Esse fluido condensado constitui o perispírito, ou envoltório semimaterial do espírito. Em algumas pessoas, há uma espécie de emanação desse fluido, em consequência de sua organização, e é isso que constitui propriamente os médiuns de efeitos físicos. 

 

Emanando do corpo, esse mesmo fluido se combina, segundo as leis que nos são desconhecidas, com o fluido que forma o envoltório semimaterial de um espírito. Disso resulta uma modificação, uma espécie de reação molecular que lhe altera momentaneamente as propriedades a ponto de torná-lo visível e, em certos casos, tangível. Esse efeito pode produzir-se com ou sem o concurso da vontade do médium. 

 

Assim, quando um objeto é posto em movimento, erguido ou lançado no ar, não é o espírito que o agarra empurra e levanta como o faríamos com a mão; ele, por assim dizer, o satura com seu fluido, combinando-o com o do médium, e o objeto assim, momentaneamente vivificado, age como o faria um ser vivo com a diferença de que, não tendo vontade própria, segue a impulsão da vontade do espírito, tanto podendo essa vontade ser  do médium quanto de um espírito desencarnado, e algumas vezes, dos dois.

“Quanta claridade lança essa teoria sobre uma multidão de fenômenos até aqui inexplicados! Quantas alegorias e efeitos misteriosos ela explica! É toda uma filosofia. ” Allan Kardec

 

Referências : 

Revista Espírita Ano I-1858:

-Fevereiro, Março e Abril (Sr. Home 1º, 2º e 3º artigos)

-Maio e Junho (Teoria das manifestações físicas 1º e 2º artigos)