Depoimento de um “homem-bomba” no mundo espiritual

porProjeto Jovens Espíritas

Depoimento de um “homem-bomba” no mundo espiritual

Nota: Essa mensagem foi realizada com a ajuda do Anjo de Guarda do desencarnado. O nome é de natureza fictícia para não identificar o nome legítimo do irmão em recuperação (Médica Espiritual Dra Cristina Santos).

Vim de um fanatismo cego e sem razão. Pensei que fosse o dono da verdade. Foi aí que me enganei. Fui treinado e educado para ser insensível. Tinha mais fé no Deus/Allah, violento, que fazia justiça com suas próprias mãos.

Nunca pensei que estivesse errado. Citava o Alcorão todos os dias e fazia todos os anos o Ramadan.

Era uma pessoa ignorante da bondade de Allah. Preparei-me anos para morrer por ele e assim fiz. Com um cinturão explosivo, me detonei e, também, as pessoas inocentes que estavam naquele local.

No momento, escutei um barulho enorme. Não me dei conta do que estava acontecendo. De repente, não estava mais naquela Estação de Trem. Vi meu corpo esfacelado como rachaduras numa parede. Aí começou  meu sofrimento.

Chamava por Allah e Maomé. Minhas dores me levavam a uma espécie de convulsão incontrolável. Estava morto.

Indagava-me em gritos: – Allah, Allah! – mas só escutava  esses gritos na minha consciência.

Aquele lugar onde estava não era o Paraíso. Era um verdadeiro inferno. Não existiam as doze virgens que me prometeram em vida….

Pensava: E as vítimas que fiz? Chorava lágrimas de sangue e sentia as pessoas me baterem em busca de vingança. Eu as sentia  arrancando meus braços e minhas pernas por diversas vezes.

Meus crimes eram imperdoáveis. Permaneci assim por duzentos anos esperando um socorro de Allah, mas não vinha. Mais anos se passaram e cada vez mais sofria.

Quando tinha um estado de consciência, perguntava-me:

– Onde estou?

E ouvia gritos dizerem:

– Aqui é o Vale dos “Homens-Bombas”. Aquele local fedia à pólvora queimada, mas o que fazer para sair dali?

Gritava, às vezes, quando me sentia melhor, por Maomé, e não sentia nada.

Parei e, mais uma vez, chorei muito. Estava esgotado e vencido por mim mesmo. Gritava:

– Allah!  Jesus! Allah! Jesus!

Em mim, as dores foram aliviando, mas minha consciência não.

Fui resgatado por uma espécie de Hospital. Estava totalmente queimado.

Uma espécie de fumaça branca, que saía das mãos dos médicos, aliviaram minhas dores, mas eu estava numa espécie de fôrma. Eles diziam que era para recompor o meu corpo, pois iria reencarnar em um mundo inferior, em estado de deformação física e mental, porque não havia como nascer normal. Confesso! Não estava entendendo tudo aquilo.

Esse dogma não fazia parte dos meus conceitos, mesmo assim, fiquei em silêncio e orei a Allah.

Data: 08.07.2016
Espírito: Aladin Abin (“Homem-Bomba”)
Médium: Wandir Barbosa

 

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Sobre o Autor

Projeto Jovens Espíritas administrator

Os autores destas postagens, fazem parte do voluntariado dos hospitais espirituais do nordeste vinculados ao Núcleo Central de Orientação de Medicina Espiritual do Nordeste.