Arquivo mensal julho 2019

porEquipe de Informática

Diferentes ordens de Espíritos – Escala Espírita

Diferentes ordens de Espíritos – Escala Espírita

‘’ Os Espíritos seguem a marcha progressiva da natureza: os das ordens inferiores são ainda imperfeitos; depois de depurados, atingem as ordens superiores; avançam na hierarquia à medida que adquirem qualidades, experiências e conhecimentos que lhes faltam. No berço, a criança não se assemelha ao que será na idade madura; entretanto, é sempre o mesmo ser.’’

 

           O Sr. Allan Kardec nos diz que a definição dos caracteres dos Espíritos foi observada pelas suas palavras e atos, depois classificadas pelas semelhanças. Dessa forma, os Espíritos, em geral, admitem três categorias principais ou três grandes divisões. ‘’ Na última, a que fica na parte inferior da escala, estão os Espíritos Imperfeitos: caracterizados pela predominância da matéria sobre o Espírito e pela propensão ao mal. Os da segunda se caracterizam pela predominância do Espírito sobre a matéria e pelo desejo do bem: são os Espíritos Bons. A primeira, finalmente, compreende os Espíritos Puros, os que atingiram o grau supremo da perfeição.

Escala Espírita TERCEIRA ORDEM

             ESPÍRITOS IMPERFEITOS – Características gerais: Predominância da matéria sobre o espírito. Propensão para o mal. Ignorância, orgulho, egoísmo e todas as paixões que lhes são consequentes. Têm a intuição de Deus, mas não o compreende.

Podem ser divididos em quatro grupos principais:

        Nona classe – ESPÍRITOS IMPUROS:  São inclinados ao mal de que fazem o objeto de suas preocupações. Como Espíritos, dão conselhos pérfidos, sopram a discórdia e a desconfiança e se mascaram de todas as maneiras para melhor enganarem. 

        Oitava classe – ESPÍRITOS LEVIANOS :Muitas vezes, manifestam sua presença por efeitos sensíveis, tais como pancadas, movimento e deslocamento anormal de corpos sólidos, agitação do ar, etc.; o que lhes valeu o nome de Espíritos Batedores e Perturbadores. São ignorantes, travessos, irrefletidos e zombeteiros.

         Sétima Classe- ESPÍRITOS PSEUDO-SÁBIOS: Dispõem de conhecimentos bastante amplos, porém crêem saber mais do que realmente sabem. É uma mistura de algumas verdades com os erros mais absurdos[…].

       Sexta Classe – ESPÍRITOS NEUTROS: Nem bastante bons para fazerem o bem, nem bastante maus para fazerem o mal. Apegam-se às coisas deste mundo, de cujas grosseiras alegrias sentem saudades.

SEGUNDA ORDEM

          ESPÍRITOS BONS – Características gerais: Predominância do espírito sobre a matéria; desejo do bem. Quando encarnados, são bondosos e benevolentes com os semelhantes. 

Podem, igualmente, ser divididos em quatro grupos principais:

        Quinta classe –  ESPÍRITOS BENÉVOLOS: A bondade é neles a qualidade dominante.

        Quarta classe – ESPÍRITOS DE CIÊNCIA : Distinguem- se especialmente pela amplitude de seus conhecimentos.

        Terceira classe – ESPÍRITOS DE SABEDORIA: As qualidades morais da ordem mais elevada são o que os caracteriza.

        Segunda classe – ESPÍRITOS SUPERIORES: Esses, em si, reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade. Quando, por exceção, encarnam na Terra, é para cumprir missão de progresso e, então, nos oferecem o tipo da perfeição que a Humanidade pode aspirar neste mundo.

PRIMEIRA ORDEM

        ESPÍRITOS PUROS – Características gerais: Nenhuma influência da matéria.

        Primeira classe – Classe única: Os Espíritos que a compõem percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Tendo alcançado a soma de perfeição de que é suscetível a criatura, não têm mais que sofrer provas, nem expiações. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, realizam a vida eterna no seio de Deus. 

 

REFERÊNCIAS

REVISTA ESPÍRITA – Jornal de Estudos Psicológicos-  ANO I- FEVEREIRO DE 1858, N° 2.

porEquipe de Informática

O céu e o inferno na visão espiritual

Desde a infância, a imagem de céu e inferno é colocada na construção do ser social, de forma que, o céu é um local de paz e harmonia, e o inferno um local de dores, angústia e sofrimento. Nesse sentido, há muitos anos, esse é o cenário apresentado por várias religiões, nas quais foram definidos dogmas de ‘’ eternidade’’ tanto na alegria, como na punição, criando, assim, uma imagem adversa do amor e Justiça de Deus pelos seus filhos.

Entretanto, Allan Kardec, sob as instruções dos Espíritos Superiores, desmistificou essa ideia e retratou no Livro O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo, publicado em 1865, que estes locais são estados de consciência do espírito, ou seja, que o “céu” ou “inferno” começa dentro de cada um de nós, quando expressamos o equilíbrio ou a perturbação, a tristeza ou alegria, a paz ou o remorso pelo mal cometido.

É importante ressaltar que Deus não causa sofrimento a ninguém. A causa dos sofrimentos se dá pelo mal que fizemos aos nossos irmãos nesta vida ou em uma vida anterior, pois Deus, com seu amor infinito, nos concedeu o livre arbítrio. Logo, todos são responsáveis pelo caminho que escolherem.

Jesus nos disse: “Nenhuma das ovelhas que o Meu Pai me confiou se perderá” e “Ninguém entrará no reino dos céus se não nascer de novo’’, ou seja, proporciona a reencarnação como forma de pagarmos as dívidas e corrigirmos as falhas morais cometidas.

Os Espíritos vieram esclarecer a todos sobre a importância de um estado vibratório positivo, e a conduta moral com base nos ensinamentos do Cristo, pois será essa conduta que, por intermédio da nossa consciência, nos levará à perturbação ou à paz eterna.

Muita paz para todos!
Jovens Espíritas em Atividades Espíritas.

Referências:
Livro O Céu e O Inferno: Capítulos III e IV.
Livro dos Espíritos: Capítulo IX.

porEquipe de Informática

As aflições como forma de progresso moral

O Evangelho nos mostra que as dificuldades da vida possuem duas fontes diferentes: a vida presente, e as anteriores a ela.

A primeira fonte, a vida presente, tem relação com as más condutas atuais dos excessos trazidos pela vaidade, orgulho e egoísmo. Porém, esses males causados pela vida atual podem ser evitados também no tempo atual, sendo primordial a busca pelo aprimoramento moral, envolvidos nos ensinamentos do Cristo.

Relacionado com causas anteriores, observa-se as quedas de vidas passadas como fonte para as aflições atuais que devem ser visualizadas não apenas como dificuldades, mas como oportunidades de progresso moral e ensinamentos para o futuro.

Para as duas causas de aflições, devemos deixar atuar o “véu do esquecimento”, relembrar apenas os pontos que servem de progresso moral e tomar os males como ensinamentos que venham a prevenir quedas futuras, utilizar a fé e aproveitar as oportunidades para reparar as consequências dos males praticados. Dessa forma, utilizaremos o bem como um remédio para a alma.

Sendo assim, lembremos de que: “Aquele, pois, que sofre muito, deve dizer-se que tem muito a expiar, e se regozijar de ser logo curado; depende dele, pela sua resignação, tornar esse sofrimento proveitoso […]”. (ESE – Cap. V).

Referências:
– ESE – Cap. V (BEM AVENTURADOS OS AFLITOS)
– A Gênese – Cap. III (O BEM E O MAL)

 

porEquipe de Informática

Colônias Espirituais e Evolução Moral

No ano de 1943, o livro “Nosso Lar” trazido por André Luiz, através do médium Francisco Cândido Xavier, tem os primeiros relatos detalhados das Colônias Espirituais confirmando, assim, a frase trazida por Jesus: “Na casa de meu Pai há muitas moradas”.

 Nessas moradas, que são colônias espirituais localizadas fora da crosta terrestre, há diversos tipos de trabalhos e serviços. Abrigam espíritos de ordem elevada, tendo como principal objetivo a preparação para o processo reencarnatório, incentivar e orientar seus habitantes através do aprimoramento moral e intelectual dos mesmos. 

   Apresenta um alto nível de organização e reúne, em sua estrutura, diversos meios de elevação como: escolas, faculdades, hospitais, ministérios, residências e etc.

 Sendo assim, para aqueles que desejam adentrar nessas colônias, é necessário dedicação e comprometimento com a moral e seguir o caminho do bem, tendo a disciplina como principal guia de evolução e desenvolvimento dos valores e virtudes espirituais.

 

 Muita paz para todos. 

 

Referências:

Livro “Nosso Lar” – Francisco Cândido Xavier, pelo espírito André Luiz.

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Sr. Home e a Teoria das manifestações físicas.

 Na primeira fase do Espiritismo, os médiuns de efeitos físico foram encarregados de revelar a existência dos espíritos e do plano/mundo espiritual. O período da curiosidade chamava a atenção no mundo inteiro. Sobre a supervisão da Justiça Divina, os espíritos batedores, levianos e brincalhões se faziam notar.

 

“O Sr. Home é um médium do gênero dos que produzem manifestações ostensivas […]. Suas predisposições naturais lhes dão uma aptidão especial. Sob sua influência, ouvem-se os mais estranhos ruídos, o ar se agita, os corpos sólidos se movem, levantam-se, transportam-se de um lugar a outro no espaço, instrumentos de música produzem sons melodiosos, seres do mundo extracorpóreo aparecem, falam, escrevem e, frequentemente, vos abraçam até causar dor. Na presença de testemunhas oculares, muitas vezes, ele mesmo se viu elevado no ar, sem qualquer apoio e a vários metros de altura.” (Revista Espírita Fev. 1858 – Sr. Home)

 

Da observação dos fatos e ensinamentos dos espíritos, Kardec apresenta em Maio e Junho de 1858 a “Teoria das manifestações físicas” e pergunta ao mentor São Luís: Como pode um espírito aparecer com a solidez de um corpo vivo? Resposta: Ele combina uma parte do fluido universal com o fluido que o médium libera, próprio a esse efeito. À sua vontade, esse fluido toma a forma que o Espírito deseja, mas em geral a forma é impalpável. Quando uma mesa se move sob vossas mãos, o Espírito evocado por vosso espírito vai haurir do fluido cósmico universal, aquilo com que haverá de animar essa mesa com uma vida fictícia. Quando uma mesa se ergue, não é o espírito que a levanta, é a mesa animada que obedece ao espírito inteligente.

 

Cientificamente, o fluido universal, no qual reside o princípio da vida, é o agente principal dessas manifestações e esse agente recebe sua impulsão do espírito, quer seja encarnado ou errante. Esse fluido condensado constitui o perispírito, ou envoltório semimaterial do espírito. Em algumas pessoas, há uma espécie de emanação desse fluido, em consequência de sua organização, e é isso que constitui propriamente os médiuns de efeitos físicos. 

 

Emanando do corpo, esse mesmo fluido se combina, segundo as leis que nos são desconhecidas, com o fluido que forma o envoltório semimaterial de um espírito. Disso resulta uma modificação, uma espécie de reação molecular que lhe altera momentaneamente as propriedades a ponto de torná-lo visível e, em certos casos, tangível. Esse efeito pode produzir-se com ou sem o concurso da vontade do médium. 

 

Assim, quando um objeto é posto em movimento, erguido ou lançado no ar, não é o espírito que o agarra empurra e levanta como o faríamos com a mão; ele, por assim dizer, o satura com seu fluido, combinando-o com o do médium, e o objeto assim, momentaneamente vivificado, age como o faria um ser vivo com a diferença de que, não tendo vontade própria, segue a impulsão da vontade do espírito, tanto podendo essa vontade ser  do médium quanto de um espírito desencarnado, e algumas vezes, dos dois.

“Quanta claridade lança essa teoria sobre uma multidão de fenômenos até aqui inexplicados! Quantas alegorias e efeitos misteriosos ela explica! É toda uma filosofia. ” Allan Kardec

 

Referências : 

Revista Espírita Ano I-1858:

-Fevereiro, Março e Abril (Sr. Home 1º, 2º e 3º artigos)

-Maio e Junho (Teoria das manifestações físicas 1º e 2º artigos)