Arquivo mensal janeiro 2020

porEquipe de Informática

Fisiologia do mundo espírita

Baltazar, o Espírito comunicante da “Conversa Familiar e Além túmulo” reclama a mesa vazia e Kardec questiona: 

 

  1. Esta mesa está vazia, é certo; mas quereis dizer-nos de que vos serviria se estivesse carregada de alimentos? Que faríeis deles? R- Sentiria o seu aroma, como outrora lhes saboreava o gosto.
  2. […] Tendes um corpo fluídico, bem o sabemos. Mas dizei, nesse corpo há um estômago? R- Estômago também fluídico, onde só os aromas podem passar.
  3. Quando vedes comidas gostosas, sentes vontade de comer? R- Ah! Comer! Eu não posso mais. Para mim, esses alimentos são o que são as flores para vós: cheirais, mas não comeis. Isto vos contenta. Pois então! Também eu fico contente.
  4. Sentes prazer vendo os outros comerem? R- Muito, quando estou perto.
  5. Sentes necessidade de comer e beber? Notai que dizemos necessidade; há pouco havíamos dito desejo, o que não é a mesma coisa. R- Necessidade, não; mas desejo, sim, sempre!

O diálogo segue e Kardec define de “Fisiologia do Mundo Espírita” o seguinte: “Sabemos que os Espíritos têm as nossas sensações e percebem os odores tão bem quanto os sons. Não podendo comer, um Espírito material e sensual se repasta da emanação dos alimentos; saboreia-os pelo olfato, como em vida o fazia pelo paladar. Há, pois, algo de material em seu prazer; mas como, na verdade, há mais desejo do que realidade, este mesmo prazer, aguilhoando os desejos, torna-se um suplício para os Espíritos inferiores, que ainda conservaram as paixões humanas.” 

 

Referências:

Revista Espírita – Jornal de estudos psicológicos – 1860 – Dezembro – Conversas familiares de além-túmulo – Baltazar, o Espírito gastrônomo – 2ª Conversa.